Recomeçar

Recomeçar põe-me sempre um sorriso nos lábios. 
E o que é engraçado é que nós podemos recomeçar na vida quantas vezes bem entendermos, podemos recomeçar a cada segundo… mas não somos (falo por mim, pelo menos) assim tão flexíveis. 

Recomeçar é olhar para a tela em branco e poder pintá-la como bem entendermos.
É olhar para o saco vazio e enche-lo com o que bem quisermos.
É ser quem nós quisermos! 🙂

É claro que há momentos na vida que nos proporcionam telas em branco, sacos vazios e quase nos tornam de argila de forma a nos moldarmos a uma nova vida ou um novo eu, e pensamos sempre que desta vez não vamos falhar! Mas somos nós, que vivemos até aqui, que pintamos todas as outras telas de que não gostamos, que enchemos todos os outros sacos de lixo e que fizemos de nós algo que não gostamos, que vamos pintar esta nova tela, que vamos encher este novo saco e que nos vamos moldar! 

É preciso ver onde pintei mal essas telas, porque enchi os sacos com lixo e como posso moldar a minha vida para colorir e desintoxicar o meu mundo. 

Em Janeiro parto para uma nova etapa da minha vida.
Uma etapa diferente, com mais responsabilidade que me desafia e por isso me motiva. 
Vou navegar para outras águas e partilharei aqui as cores quentes e frias, as conquistas e medos que vá pondo no saco. 

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Não tenha medo…

Não tenha medo de nada. Quando tiver, lembre-se que Deus está sempre ao seu lado para a proteger. – disse-me a menina frágil que está em risco de perder a mãe e planeia perder a vida.

Disse-me uma menina que tenho vindo a ensinar a lidar com os sentimentos ruins, para eu não ter medo de nada… Num momento sorrio porque sinto que algo está ao meu lado pra me proteger sim (não crendo eu em Deus) e noutro penso: o que andei eu a fazer? Quando ela já sabe onde estar quando tem medo?

Mas logo logo respiro fundo… ando a ajudá-la a encontrar esse lugar para que para além de lhe dar um sorriso, faça com que ela me faça sorrir =)

carpe diem* 

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A estranha cidade

Coimbra é dos estudantes – dizem.

Mas, com o passar dos anos, aprendi a apreciar esta cidade na ausência da mocidade estudantil, das capas negras, das ruas repletas de transeuntes num vai-vem apressado de ida para as aulas, casa, cantinas…
Eu já fui assim. Já pertenci a essa multidão que corre para as cantinas apenas com uma hora de almoço, que sai às terças e quintas, quando todos saem, que falta às aulas às quartas e sextas de manhã e que à sexta à noite faz a mala para apanhar o comboio para casa e passar o fim-de-semana em família, na terra, preparando-se para mais uma semana agitada de vai-vem. Daí trago um pedaço grande de mim, do que hoje sou.
De quando a quando, havia um fim-de-semana passado por cá. Eu sentia como que tivesse rodado o botão do volume de uma aparelhagem do máximo para o mínimo. As ruas ficavam nuas. E preenchia-me uma espécie de vazio. Esta, não é Coimbra.

Hoje, a ida a casa é menos frequente do que uma não ida nesses primeiros anos. Sinto que pertenço aqui. Pelo menos, grande parte de mim sente que pertence aqui. Os fins-de-semana são realmente um baixar de volume mas, agora, bem agradável.

Neste momento todos partiram para as terras, é época de Natal e estar com a família. Amanhã também irei, um pouco depois de todos os outros.

Assim, sozinha na estranha cidade à qual já sinto que pertenço, fiz-me transeunte. Fui a ruas que já passei mais do que uma vez mas, hoje, estive lá. Vi coisas que nunca havia visto e senti o volume subir ligeiramente para um som bastante agradável. Caminhei sozinha algumas horas e, no regresso a casa, sorri. Coimbra sussurrou-me ao ouvido: “pertences aqui.” Agora não sinto apenas, sei que pertenço aqui.

E amanhã parto com a pressa de voltar.

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Psicologia de Café

“Um café e um carioca de limão”
“É mais uma mini”
“Óh Bárbara traz mais uma, mais uma não, uma!”

– Então? Tudo bem consigo?
– Em tratamentos – responde-me sempre o senhor em voz rouca.

E entre cervejas e comentários acerca de futebol, entra a política na conversa e abre-se um pequeno debate de café no qual me vejo no direito de participar. Chega mais um cliente.
Quando volto, o assunto já é outro.

Uns dispersam, fica o de sempre que me fala da vida e me pergunta coisas. “Psicologia? Ai! Acho que não digo mais nada!”

Um outro que chega, senta-se ao balcão, pega no jornal. Não me olha mas pede-me o café. Chega-lhe a novidade – a menina nova é de Psicologia.

– Psicologia? – e olha-me por cima dos óculos – É um curso muito bonito! Mas é uma pena… Não se dá valor a essas coisas. Então nas escolas…

– Nas escolas é fundamental – dissemos em coro.

E cada um dos clientes tem muito para dizer, à sua maneira.
A ida ao café é um momento de relaxe e é bom lá deixar o stress da semana.

“Traga lá um café e uma palavra de conforto, se faz favor. “

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O outro lado

Há 5 anos soube que tinha sido colocada em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. O curso que queria numa cidade completamente estranha onde diziam que havia bastante espírito académico, onde o culto era o vinho (esta foi da minha irmã) onde o fado era bonito (culpa da minha mãe ;)) e com muita história e conhecimento (desta vez tenho de apontar o Dr. Paulo).
O meu primo acompanhou-me na primeira visita à “cidade do conhecimento”. Ao ver-me sem mar comecei por detestar ou “estranhar” (esta devo a Pessoa) esta cidade que seria o palco dos meus actos pelos cinco anos seguintes. Num só dia conheci a alta, a baixa, a minha faculdade e os Sasuc. Tudo correu bem. Era o iniciar de uma nova etapa da vida e o mar de Vila do Conde continuava esperando-me todos os fins-de-semana sem nunca me trair.
Foi, por isso, bastante fácil de “entrenhar” a nova cidade, a nova vida fora de casa, o espírito académico,o culto ao vinho, o fado de Coimbra, a história da cidade e ainda as inúmeras pessoas que conheci que iam de encontro aos meus ideais e às minhas incertezas, pessoas que nem por isso, pessoas que desde o início e até agora estiveram sempre lá. Um mundo que nunca pensei chegar a conhecer.
O encanto perdeu-se mais ou menos um ano depois… Mas a magia do que foi começar aqui bastou para durar para sempre.

Amanhã a minha prima chegará com a sua mãe. Foi colocada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. E hoje sinto-me no papel do meu primo…

… há 5 anos atrás!

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(…) O laço da menina

ah!

hj consegui compreender pq q teve d ser assim…

a menina do laço encarnado…pintou-o de púrpura! 🙂
E ele passeia-se pelos cantos menos populados da cidade mágica pavoneando a sua nova cor.

No fundo, o laço da menina, tem vida própria.

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Eis Setembro, eis a cidade mágica *

Entretanto chegaram os últimos dias de Agosto e com eles, o fim das férias.
Após um ano a estudar fora, mais um ano lectivo me espera na cidade dos estudantes, na cidade do conhecimento, na cidade onde dizem podermos encontrar a melhor Universidade de Portugal.

Os exames faziam com que um pequeno alarme soasse para começar a estudar e o adeus às férias foi em grande mas a marcar saudade!!

O regresso…

esse, foi de todos os modos, diferente.

Ao sair do autocarro, a Xana esperava-me e como se soasse Yann Tiersen nos meus ouvidos fui olhando pela janela do carro até chegar a sua casa. Acomodar-me bem para me concentrar e, ao mesmo tempo, andar até à alta e arredores, tratar de tudo relativo a mais um novo ano académico, desta vez, com uma área de especialização em que cada cadeira me entusiasma.

A procura de quarto também foi mais um assunto a tratar mas foi rápido. De um quarto num quinto andar qualquer de um prédio onde, ao olhar pela janela do quarto e ao perder-me na vista, volto a conseguir ouvir magicamente belas notas musicais.

Para já começo com os exames embora já tenha havido uma calma noite de NL.
Os amigos já começaram a chegar mas a magia de Coimbra ainda só se sente no vento a bater na pele.

Em breve, haverá uma maré de capas negras pelas ruas. É o tempo da maré cheia. Coimbra é invadida pela alegria dos estudantes e pela magia que se sente até a respirar.

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